RESOLUÇÃO CFM 1.616/2001

(Parcialmente alterada pela Resolução CFM 1.852, de 15.09.2008)

(Publicada no D.O.U. de 10 de abril de 2001, Seção I, pg. 35)

 

            O Conselho Federal de Medicina, no uso das atribuições conferidas pela Lei n.º  3.268, de 30 de setembro de 1957, regulamentada pelo Decreto n.º 44.045, de 19 de julho de 1958, e

            CONSIDERANDO ser obrigação dos Conselhos de Medicina fiscalizar as condições do exercício profissional de médico e os padrões de serviços médicos e hospitalares em benefício do paciente;

            CONSIDERANDO que a Lei n.º  9.656, de 3 de junho de 1998, em seu artigo 8º, inciso I, determina que as Operadoras de Planos de Saúde, para terem habilitação legal de funcionamento, devem obrigatoriamente registrar-se nos Conselhos de Medicina, em cumprimento ao disposto no artigo 1º da Lei n.º  6.839, de 30 de setembro de 1980, ficando conseqüentemente sob a   fiscalização ética e técnica dos Conselhos de Medicina;

            CONSIDERANDO que toda empresa de serviços médicos, inclusive as Operadoras de Planos de Saúde, quando do registro nos Conselhos de Medicina torna-se obrigada a possuir diretor ou responsável técnico, bem como apresentar Regimento Interno e Regulamento do Corpo Clínico;

            CONSIDERANDO que a Lei n.º 9.656, de 3 de junho de 1998, em seu artigo 18, dispõe que a aceitação de qualquer profissional de saúde como prestador de serviços, na condição de referenciado, credenciado ou associado de Operadoras de Planos de Saúde, implica em obrigações com os pacientes;

            CONSIDERANDO a crescente ocorrência de rescisão unilateral de contratos de credenciamentos de médicos sem que os pacientes sejam previamente informados, prejudicando assim seus tratamentos, com risco potencial de vida decorrente da interrupção súbita do atendimento médico, o que caracteriza flagrante desrespeito aos direitos individuais do cidadão;

            CONSIDERANDO, finalmente, o decidido na Sessão Plenária do Conselho Federal de Medicina realizada em 07 de abril de 2001,

 

RESOLVE:

            Art. 1º - É vedado o desligamento de médico vinculado por referenciamento, credenciamento ou associação à Operadora de Plano de Saúde, exceto por decisão motivada e justa, garantindo-se ao médico o direito de defesa e do contraditório no âmbito da operadora.

Art. 1º É vedado o desligamento de médico vinculado por referenciamento, credenciamento ou associação à Operadora de Plano de Saúde, exceto por decisão motivada e justa, garantindo-se ao médico o direito de defesa e do contraditório no âmbito da operadora.

Parágrafo único. Aplica-se também esta vedação em relação a pessoas jurídicas compostas por no máximo dois sócios, sendo obrigatoriamente um deles médico, constituída com o objetivo de execução de atos médicos, e que não mantenham contratação de serviços médicos a serem prestados por terceiros. (Redação dada pela Resolução CFM 1852, de 15.09.2008).

            Art. 2º - O desligamento voluntário do médico referenciado, credenciado ou associado obriga-o a comunicar sua decisão, com antecedência mínima de 60 dias, à Operadora de Plano de Saúde a qual está vinculado;  e a disponibilizar aos seus pacientes os dados clínicos  em seu poder, a fim de garantir-lhes a continuidade do tratamento médico.

            Art. 3º - A decisão de desligamento deverá ser homologada pelo Conselho Regional de Medicina, num prazo de 30 dias.

            Art. 4º - As Operadoras de Planos de Saúde devem obrigatoriamente  comunicar os desligamentos de médicos aos seus usuários.

            Art. 5º - O diretor técnico da operadora é o responsável pelo cumprimento desta norma.

            Art. 6º – Esta resolução entra em vigor na data de sua publicação, revogando-se as disposições em contrário .

 

 Brasília-DF, 07 de abril de 2001

 

EDSON DE OLIVEIRA ANDRADE

Presidente

 

RUBENS DOS SANTOS SILVA

Secretário-Geral