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Caros(as)
colegas,
Outubro de civismo; outubro
de mudanças; outubro de esperança. E tudo isso em
nossas mãos. Neste momento especial de nossa sociedade, em
que iremos decidir o futuro do Brasil elegendo o presidente da República,
governadores, senadores, deputados federais e estaduais, torna-se
necessário refletirmos sobre a participação
dos médicos em todo este processo.
Somos parte de uma profissão
que possui especial interação com o ser humano, o
que nos possibilita desempenhar importante papel no processo eleitoral
que se avizinha. Acima de tudo, não temos, nós, médicos(as),
o direito à omissão.
Este imenso país - de
vastas dimensões, recursos naturais abundantes e um povo
trabalhador - é também um país de grandes desafios.
Desafios que devem ser enfrentados
para termos uma sociedade sem excluídos e que proporcione
um futuro digno às novas gerações. E, nesse
enfrentamento, nós, que fazemos de nossas vidas um contínuo
relacionamento com o homem, temos um papel especial a desempenhar.
Sabendo como poucos o real valor
da saúde, os(as) médico(as) devem buscar escolher
os candidatos com as melhores propostas para o setor. Propostas
que sejam exeqüíveis, e não promessas demagógicas.
Por entendermos que a saúde somente se completa em um contexto
onde educação, moradia, saneamento e segurança
devam ser garantidos, entre outros itens socialmente importantes,
é que propugnamos a eleição de governantes
e parlamentares compromissados com esses temas.
Com o propósito de auxiliar
os(as) médicos(as) nesta difícil porém necessária
opção, trazemos neste número do MEDICINA entrevistas
com os seis candidatos à Presidência da República
e com candidatos a senador, sobre temas relacionados à saúde.
Assim, esperamos estar contribuindo para que a escolha dos novos
governantes seja a mais consciente possível.
Edson
de Oliveira Andrade
Presidente
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