COLEÇÃO DE NOMES DE CRISTAOS NOVOS PORTUGUESES

Luiz Salvador de Miranda Sá Jr.


Os nomes de família são uma as formas pelas quais uma pessoa tem consciência de seus antepassados e de seus parentes coetâneos. Configurando um dos mais importantes coponentes de sua orientação genealógica imediata, seus parentes coetâneos, e mediata, composta por seus ascendntes e descendentes. Modalidade de orientação autopsíquica que fundamenta gtrande parte da consciência da própria identidade pessoal.

Existe no Brasil uma crença do senso comum muito difundida, que parece ter sido inventada ou, ao menos, muito divulgada pela imaginação pouco apegada à verdade do escritor de histórias, com pretensão a historiador, Gustavo Barroso. Tal crença mítica, tem exercido larga influência na opinião pública. Até mesmo na população culta brasileira. Sendo muito comum que seja repetida em muitos ambientes.

Com esse meito, pretende-se que os nomes de família dos cristãos novos portugueses seriam sempre (ou predominantemente) nomes de árvores e animais. Pois, tais designações seriam tradução literal dos antigos nomes judeus que teriam sido construídos assim. Talvez tal crença tivesse sido inventada por seu autor ser admirador caboclo do nazi-fascismo. Pois Barroso era membro da câmara dos quarente, órgão dirigente integralista, o partido político tupiniquim que emulava os nazistas e fascistas europeus, que eram anti-semitas). Ou procurasse, quem sabe, ocultar a origem judia de algum ramo de sua própria familia. Ou, ainda, Cuidasse de ocultar que praticamente todas as famílias brasileiras poderiam ser (e provalmente são) de descendência judia.

Este trabalho tem como objetivo principal verificar a correção desta afirmativa; porque, seu autor tem sido leitor atento de numerosos trabalhos históricos sobre os cristãos-novos, os criprojudeus e a santa inquisição. Por isso, sobre esta afirmativa específica, este autor que lera muito sobre o tema, sentiu-a falsa. Escandalosamente falsa. Mas muito acreditada e muito repetida. Uma rápida revisão da literatura comprovou sua impressão. Trata-se, aqui e agora, de mostrar issso para todos os que lerem este trabalho.

Basta ler este vasto rol de nomes de família para entender que os cristãos-novos tinham os mesmos nomes de todos os protigueses de então. E isso é natural. Foram constrangidos a isso. Constrangidos a abandonarem seus antigos nomes de família e adotarem um que fosse igual aos dos cristãos. Não se deve omitit que a homogenização da nação portuguesa, pela dissoluçãp nela do componete judeu, teria sido a primeira motivação dessa legislação. Por isso, é impossível fazer estudos genealógicos de nomes portugueses tomando como fonte unicamente os nomes de família. Muitos judeus convertidos tomaram nomes de família que lhes foram atribuídos por seus padrinhos. (Como séculos depois, viria acontecer com escravos negros alforriados no Brasil. Porque, o batismo dos escravos usava apenas o pre-nome. Uma vez que o estatuto jurídico dos escravos era o de um animal semovente falante).

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