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Léo Pessini

Christian de Paul de Barchifontaine

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Bioética: do Principialismo à Busca de uma Perspectiva

Latino-Americana

 

 

Beauchamp TL, Childress JF. Op. Cit. 1994: 502. Ezekiel Emanuel ao fazer seu comentário da quarta edição da obra clássica de Beauchamp e Childress no prestigioso periódico Hastings Center Report 1995;25(4):37-8 intitulou seu trabalho "The beginning of the end of principlism". Este autor lembra que a 4ª edição é muito diferente das anteriores e pode até nem ser mais principialista, uma vez que os autores, nesta edição, apelam para um fundamento na moralidade comum e isto, segundo E. Emanuel, "constitui uma mudança radical e anuncia o fim do principialismo". Outros críticos da perspectiva principialista merecem ser lembrados: Gert B, Culver CM, Clouser KD. Bioethics: a return to fundamentals. Oxford : Oxford University Press, 1997, especialmente o capítulo quatro intitulado "Principlism", p. 71-92. Ver também o trabalho de Closer D, Gert B. A critique of principlism. J Med Philos 1990;15:219-36.

Lepargneur H. Força e fraqueza dos princípios da bioética. Bioética (CFM) 1996;4:131-43.

Lepargneur H. Bioética, novo conceito: a caminho do consenso. São Paulo: Loyola/CEDAS, 1996.

Reich WT, editors. Encyclopedia of bioethics. Revised edition. New York: Macmillan, 1995. Ver especialmente introdução, vol. 1, p. XXI.

Pessini L, Barchifontaine CP, organiza-dores. Fundamentos da bioética. São Paulo: Paulus, 1996.

Gracia D. Procedimientos de decisión en ética clínica. Madrid: Eudema, 1991.

Drane JF. Preparación de un programa de bioética: consideraciones básicas para el Programa Regional de Bioética de la OPS. Bioética (CFM) 1995;1:7-18.

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Anjos MF dos. Medical ethics in the developing world: a liberation theology perspective. J Med Philos 1996;21:629-37.

Anjos MF dos. Bioethics in a liberationist key. In: Dubose ER, Hamel RP, O'Connell LJ, editors. A matter of principles: ferment in US bioethics. Valley Forge, Pennsylvania: Trinity Press International, 1994: 130-47.

Mainetti JÁ. History of medical ethics: the americas and Latin America. In: Reich WT, editors. Encyclopedia of bioethics. revised edition. New York: Macmillan, c 1995. vol 5: 1639-44.

Garrafa V, Oselka G, Diniz D. Saúde pública, bioética e eqüidade. Bioética (CFM) 1997;5:27-33.

Leisinger KM. Bioethics in USA and in poor countries. Cambridge Quarterly of Healthcare Ethics 1993;2:5-8. Este autor fala de política de saúde como uma ramificação da bioética, sendo esta ainda uma disciplina nascente. Ao constatar o enorme fosso que separa a realidade de saúde norte-americana em comparação com os outros países em desenvolvimento, vale registrar: "Enquanto nós começamos a enfrentar alguns de nossos complexos problemas de saúde com a engenharia genética, centenas de milhões de pessoas nos países em desenvolvimento sofrem de malária, filariose, esquistossomose, doença de Chagas ou mal de Hansen. Nenhuma dessas doenças _ que são perfeitamente preveníveis e/ou curáveis _ está sendo controlada de uma forma satisfatória e, para algumas delas, a situação está em franca deterioração." A bioética, na visão deste autor, deveria considerar a política de desenvolvimento nos países pobres. Um de senvolvimento que satisfaça as necessidades humanas mais básicas da população. Conseqüentemente, provisão de comida, educação básica, água potável, educação e facilidades sanitárias, habitação e cuidados de saúde básicos devem ser priorizados.

Gracia D. Hard times, hard choices: founding bioethics today. Bioethics 1995;9:192-206.

Wikler D. Bioethics and social responsibility. Bioethics 1997;11:185-6.

Anjos MF dos. Op.Cit. 1994:145.

Pessini L, Barchifontaine CP. Problemas atuais de bioética. 4ª ed.rev.ampl. São Paulo: Loyola, 1997. (Cf. Especialmente o capítulo "Bioética na América Latina e Caribe", p. 59-72)

Garrafa V. A dimensão da ética em saúde pública. São Paulo, Faculdade de Saúde Pública, USP/Kellogg Foundation, 1995.

Thomasma DC, Pellegrino ED. The future of bioethics. Cambridge Quarterly of Health Care Ethics 1997;6:373-5.

Campbell AV. A bioética no século XXI. Saúde Heliópolis 1998;abr/maio:9-11.

Potter VR. Bioethics: bridge to the future. Englewood Cliffs, New Jersey: Prentice-Hall, 1971.

Esforços nesse sentido já estão em curso. Digna de nota é a atuação do Conselho de Organizações Internacionais de Ciências Médicas (CIOMS). Em 1994, esta organização internacional, em cooperação com a Organização Mundial da Saúde, Unesco e Governo do México, na sua XXVIII Assembléia, realizada em Ixtapa (México, 17-20 de abril), abordou a candente problemática: "Pobreza, vulnerabilidade, valor da vida humana e emergência da bioética". Como resultado deste evento, ao propor uma agenda global para a bioética "a declaração de IXTAPA" afirma: "À luz do fato que a bioética se desenvolveu primordialmente, mas não de forma exclusiva, na maioria dos países desenvolvidos, existe a necessidade premente para a elucidação e adoção universal dos princípios básicos da bioética, de uma forma que reconheça as diferentes perspectivas em nível mundial relacionadas com moral, cultura, prioridades e valores. Um passo significativo em direção a este objetivo seria estabelecer ligações bilaterais e multilaterais, tais como cooperação técnica, intercâmbio e informação entre instituições e sociedades profissionais que trabalham com bioética nos países industrializados e nos países em desenvolvimento. Tais associações seriam mutuamente benéficas". Cf. Bankowski Z, Bryant JH, editors. Poverty, vulnerability, and the value of human Life: a global agenda for bioethics. Geneva: CIOMS, 1994.

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