| Ex-Presidentes
da ACM
Dr. Carlos José da Motta de Azevedo Corrêa
(1935 a 1937)
Formou-se em Farmácia no ano de 1906 e
em Medicina no ano de 1911. Em Florianópolis, fundou o Instituto Médico
Legal e atuou no Serviço de Higiene Municipal. Foi médico da Escola
de Aprendizes Marinheiros de Santa Catarina, Inspetor de Saúde do Estado,
Diretor do Serviço Médico Legal, do gabinete de Identificação e Estatística
Criminal. Foi Diretor de Higiene do Estado, cargo que correspondia ao
que é hoje o de Secretário de Estado da Saúde, membro titular da Academia
Catarinense de Letras e Presidente da Câmara Municipal de Florianópolis.
Em 1927 foi nomeado Diretor da Maternidade de Florianópolis, mantida
pela Associação Irmão Joaquim e que posteriormente, em sua homenagem,
passou a se chamar Maternidade Dr. Carlos Corrêa. Preocupado em promover
o corporativismo dos médicos em Santa Catarina, exerceu importante posição
na criação do Sindicato Médico do Estado e da Sociedade Catarinense
de Medicina, posteriormente denominada Associação Catarinense de Medicina.
Dr. Djalma da Costa Moellmann (1937 a
1942)
Iniciou seus estudos na Faculdade de Medicina
de Porto Alegre. No terceiro ano do curso precisou abandonar as aulas
e, após seu restabelecimento, ingressou na Universidade de Zürich. Mais
tarde, estudou na Universidade de Lausane e foi diplomado em Genebra,
onde permaneceu por mais dois anos para aperfeiçoamento e especialização
em Clínica Médica, Oftalmologia, Pediatria e Microbiologia. Em 1935,
já na cidade de São Paulo, estudou Cardiologia e Eletrocardiografia
e, em 1945, freqüentou cursos de radioterapia, em Buenos Aires e Montevidéu.
Foi membro do American College of Cardiology dos Estados Unidos e um
dos fundadores das Faculdades de Farmácia e Odontologia de Santa Catarina.
Foi professor de microbiologia do curso de Farmácia e um grande incentivador
para a instituição da Faculdade de Medicina do Estado, além de ter sido
um dos fundadores da ACM. Por seu grande interesse e busca profissional,
trouxe para o estado grandes contribuições tecnológicas. Foi ele que
realizou a primeira aplicação de penicilina em Santa Catarina, trouxe
o eletrocardiograma e foi o idealizador e primeiro diretor da Casa de
Saúde São Sebastião, em Florianópolis.
Dr. Polydoro Ernani de São Thiago (1943
e 1944)
Formou-se em 1935, na Universidade do Brasil,
no Rio de Janeiro. Começou a exercer a medicina em São Francisco do
Sul, sua cidade natal, onde criou a maternidade, tendo sido seu primeiro
diretor. Mais tarde, em Florianópolis, lecionou na Faculdade de Farmácia
e Odontologia de Santa Catarina, de onde foi Diretor de 1950 a 1953.
Foi um dos fundadores da Faculdade de Medicina da UFSC, em 1957, tendo
assumido o comando da cadeira de Clínica Médica em 1962. Em 1945, foi
eleito Presidente da Sociedade Catarinense de Medicina, mais tarde ACM.
Participou também do movimento que criou o Conselho Regional de Medicina
de Santa Catarina, tendo integrado sua Diretoria Provisória, vindo a
ser, anos após, seu Vice-Presidente. Costumava dizer que a maior realização
de sua vida foi o Hospital Universitário, que hoje tem seu nome. Lutou
durante 15 anos, desde o projeto até a construção, para o HU tornar-se
realidade. Inaugurado em 1980, Dr. Polydoro São Thiago foi seu primeiro
Diretor. Escreveu sete livros, entre eles, “A Medicina e suas Transições
Através dos Séculos”, lançado em 1997, ano que foi admitido como Patrono
de Cadeira e membro Titular da Academia Catarinense de Letras e, em
1998, teve seus méritos de médico e escritor reconhecidos publicamente
por seus pares.
Dr. Paulo Tavares da Cunha Mello (1944
e 1945)
Formou-se na Faculdade de Medicina da Universidade
do Paraná, no final da década de 1930. Foi médico sanitarista e radiologista.
Ocupou os cargos de Diretor do Departamento de Saúde Pública, em Florianópolis,
e de Diretor-Técnico da Casa de Saúde São Sebastião. Foi Conselheiro
do CREMESC e um dos cooperados fundadores da Unimed da capital catarinense
(antiga MEDSAN), onde ocupou o cargo de Tesoureiro.
Dr. Miguel Salles Cavalcantti (1954 e
1955)
Formou-se em medicina, no Rio de Janeiro,
em 1935, dedicando-se à Pediatria, alergia infantil e tuberculose na
infância. Sua vinda para Florianópolis deu-se em 1939, atuando exclusivamente
na pediatria, na Legião Brasileira de Assistência e no Departamento
de Saúde do Estado. Em 1959, especializou-se em Pediatria Social no
Centre Internacional de L’Enfance, em Paris, e, ao regressar, instalou
na Maternidade Carmela Dutra de Florianópolis, um serviço especializado
para o atendimento dos recém-nascidos prematuros em Santa Catarina.
Foi o primeiro Presidente do então Departamento de Pediatria da ACM
e membro da Diretoria da Secção III do Distrito Brasileiro da American
Academy of Pediatrics. Sócio efetivo da Sociedade Brasileira de Pediatria,
da Academia Americana de Pediatria, da Sociedade Brasileira de Higiene
e da Sociedade Brasileira de Alergia. Foi fundador da Cadeira de Pediatria
e Puericultura da UFSC e seu primeiro titular (1963) e fundador do pioneiro
Hospital Infantil Edith Gama Ramos, em Florianópolis, em 1964. Foi Presidente
da ACM, Vice-Presidente, Conselheiro do CREMESC e Patrono da Academia
Catarinense de Medicina.
Dr. Zulmar Lins Neves (1959 a 1961)
Formou-se em 1939, na Universidade Federal
do Paraná. Fez residência no Hospital Psiquiátrico da Urca e no Instituto
de Ginecologia da Universidade do Brasil, no Rio de Janeiro. Iniciou
suas atividades profissionais no Hospital Colônia Santana, onde atuou
como psiquiatra assistente, e no serviço pré-natal do Departamento de
Saúde Pública, em Florianópolis. Em 1943 assumiu o cargo de Diretor
Clínico da Maternidade Carlos Corrêa, onde permaneceu por 40 anos. Recebeu
diploma de Benemerência pela Conferência dos Religiosos do Brasil, foi
professor secundário de Ciências Naturais, Física e Química, no Instituto
de Educação Dias Velho. Membro titular do Colégio Brasileiro de Cirurgiões,
Founder Member da World Association of Gynecological, membro titular
e patrono da Academia Catarinense de Medicina e Conselheiro efetivo
do CREMESC. Fundador da Faculdade de Medicina de Santa Catarina e da
Faculdade de Farmácia e Odontologia de Santa Catarina, onde foi professor
da disciplina de Química Orgânica, e sócio fundador da Associação Mundial
de Prevenção do Câncer Ginecológico. Recebeu a Medalha de Mérito do
Município e o Título do Cidadão Honorário de Florianópolis e Rancho
Queimado, sua cidade natal.
Dr. Armando Valério de Assis (1961 a 1963)
Formou-se na Faculdade de Medicina da Universidade
do Paraná e especializou-se em Pediatria e Puericultura no Departamento
Nacional da Criança, no Rio de Janeiro, onde também fez especialização
em Alergia Clínica com o professor doutor Oliveira Lima. Foi médico
do serviço de Pediatria do Hospital de Caridade e da assistência municipal
de Florianópolis. Foi Diretor do Centro de Puericultura Beatriz Ramos
(extinta LBA), pediatra do IPASE (atual INSS) e Secretário de Estado
da Saúde, no Governo Celso Ramos. Foi o primeiro Diretor do Hospital
Infantil Edite Gama Ramos (atual Hospital Infantil Joana de Gusmão),
Presidente do Departamento de Pediatria e Puericultura da Associação
Catarinense de Medicina, onde também exerceu a Presidência da entidade.
Como político, foi o primeiro Presidente da extinta Aliança Renovadora
Nacional (ARENA) e Presidente da Câmara Vereadora de Florianópolis.
Participou de congressos internacionais na Espanha e França, colaborando
com diversos trabalhos científicos de Pediatria em Revistas Médicas.
Dr. Isaac Lobato Filho (1963 a 1965)
Formou-se na Faculdade Nacional de Medicina,
no Rio de Janeiro, em 1948. Natural do Maranhão, mudou-se para Florianópolis
em 1950. Foi responsável pela introdução das cirurgias torácicas e cardíacas
no estado e um dos fundadores da Faculdade de Medicina de Santa Catarina.
Além disso, participou da comissão de implantação da Associação Catarinense
de Medicina e foi professor titular de cirurgia torácica da Universidade
Federal de Santa Catarina. No Governo Celso Ramos, de 1962 a 1964, foi
membro executivo do Gabinete do Planejamento para organização do Instituto
de Cardiologia de Santa Catarina, de onde foi Diretor. Exerceu a função
de Superintendente da Fundação Catarinense de Saúde, responsável pelos
Institutos de Cardiologia, de Diagnóstico Precoce do Câncer e de Hemoterapia.
Posteriormente, a entidade transformou-se em Fundação Hospitalar de
Santa Catarina. Como Presidente da ACM buscou dar continuidade ao trabalho
que vinha sendo desenvolvido, além de participar do grupo de médicos
associados que construiu o Edifício ACM, na rua Jerônimo Coelho, no
centro de Florianópolis, e que doou um andar para a instalação da sede
da ACM.
Dr. Henrique Prisco Paraíso (1965 a 1967)
Formou-se na Faculdade de Medicina do Estado
da Bahia, em 1950, e fez residência médica no Hospital dos Servidores
do Estado do Rio de Janeiro. Logo após, mudou-se para Florianópolis,
onde foi cirurgião dos Hospitais de Caridade e Celso Ramos, desde sua
inauguração, da Casa de Saúde São Sebastião e das colônias Santana e
Santa Tereza. Foi professor de Técnica Operatória da UFSC, de 1962 a
1986, quando aposentou-se. Em 1971, assumiu o cargo de Secretário de
Estado da Saúde. É membro da Academia Catarinense de Medicina desde
sua fundação. No período em que foi Presidente da Associação Catarinense
de Medicina, Dr. Prisco Paraíso inaugurou o edifício ACM, antiga sede
da entidade, em Florianópolis. A primeira sede da ACM ficava no sexto
andar do prédio, sendo os demais andares ocupados por consultórios médicos.
Também na Presidência da Associação foi responsável pela abertura de
diversas Regionais Médicas no estado, assim como o incremento de atividades
científicas e de classe além da capital.
Dr. Luís Carlos da Costa Gayoto (1967
a 1969)
Formou-se na Faculdade de Medicina da Universidade
de São Paulo e especializou-se em Patologia e Hepatologia. Doutor em
Ciências pela UFSC e PhD pela Universidade de Londres. Foi professor
adjunto de Patologia da UFSC e é professor titular de Patologia da Faculdade
de Medicina da USP. Entre cargos e funções que ocupou, destacam-se o
de Diretor da Divisão Médica do Hospital dos Servidores, em Florianópolis;
Assistente Clínico Honorário do Royal Free Hospital, em Londres; Diretor
Executivo da Fundação do Fígado; Diretor da Divisão de Anatomia Patológica
do Hospital das Clínicas; Diretor do Instituto de Medicina Tropical
(SP); responsável pelo Laboratório de Investigação Bioquímica de Função
Hepática do Hospital das Clínicas (SP). Foi membro do Comitê “Ad Hoc”
sobre Hepatites, da Organização Panamericana de Saúde e Organização
Mundial de Saúde, da Comissão sobre Hepatites do Ministério da Saúde
e Presidente da Sociedade Latinoamericana de Hepatologia. Atualmente
preside a International Association for the Study of the Liver. Foi
Presidente da ACM em plena vigência do AI-5, numa época de exceção institucional
e severa repressão. A ACM defendia a livre escolha do médico pelo paciente
e lutava contra a chamada “diária global”, uma espécie de “managed care”
daquele momento. Na sua gestão foram fundadas as Regionais Médicas Oswaldo
Cruz e das Fronteiras, foi inaugurado o Departamento de Anestesiologia,
entre outros feitos.
Dr. Murillo Ronald Capella (1969 a 1971)
Formou-se em medicina na Universidade Federal
do Paraná, em 1961. Fez Residência Médica em Cirurgia Geral no Serviço
do Dr. Fernando Paulino, no Rio de Janeiro, e cursos de aperfeiçoamento
em Cirurgia Pediátrica no Hospital das Clínicas de São Paulo e em hospitais
pediátricos no México, Boston, Barcelona, Miami, Washington e Nova Iorque.
Livre Docente e Doutor (PhD) em Cirurgia Pediátrica, foi Professor Titular
da UFSC onde trabalhou 30 anos, sendo atualmente Professor do Mestrado
em Ciências Médicas. Foi Diretor do Hospital Infantil Joana de Gusmão
e Supervisor do Programa de Residência Médica em Cirurgia Pediátrica,
Superintendente da Fundação Hospitalar de Santa Catarina, Secretário
Municipal de Saúde, Presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Pediátrica
e Vice-Presidente da AMB/Região Sul. Atualmente é Vice-Prefeito de Florianópolis
e Professor Titular de Clínica Cirúrgica, Cirurgia Pediátrica e Ética
Médica do Curso de Medicina da Univali. Foi Conselheiro do CREMESC,
Presidente da Academia Catarinense de Medicina e membro titular da Academia
Nacional de Cirurgia Pediátrica. Autor de diversos trabalhos científicos
e três livros: Alarme Cirúrgico do Recém Nascido, Medo de Injeção e
Ponto de Encontro. Na sua gestão à frente da ACM destacaram-se a criação
do Capítulo de Santa Catarina do Colégio Brasileiro de Cirurgiões (1970)
e a criação da Unimed de Florianópolis, Joinville e Blumenau (1971).
Por indicação da ACM, recebeu a Medalha de Mérito Jairo Ramos, alusiva
aos 50 anos da AMB, em 2001.
Dr. Júlio da Silva Cordeiro (1971 a 1979)
Formou-se na Universidade Federal do Paraná,
em 1961. Durante grande parte de sua carreira atuou como cirurgião geral
e hoje trata da obesidade em adultos. Foi também médico da Assembléia
Legislativa do Estado. Uma das coisas que mais lhe deu satisfação foi
ter sido Presidente da Associação Catarinense de Medicina, principalmente
porque foi eleito quatro vezes sucessivamente para o cargo. Entre suas
principais ações está a compra do terreno da atual sede, com 52 mil
metros quadrados, no bairro Saco Grande. Além disso, criou o Fundo de
Assistência ao Médico (FAM); o Plano de Auxílio Doença Temporário (PAM);
montou o parque gráfico ACM Artes Gráficas; criou as Associações Médicas
de Araranguá, Xanxerê, Jaraguá do Sul, Canoinhas e Curitibanos, assim
como os Departamentos de Especialidades de Patologia, Medicina do Trabalho
e Esportiva, de Doenças Tropicais, Neurologia e Neurocirurgia. Criou
as edições culturais da revista Arquivos Catarinenses de Medicina. Também
foi sua a iniciativa de abertura das Cooperativas Médicas das cidades
de Florianópolis, Joinville e Blumenau.
Dr. Luiz Carlos Espíndola (1979 a 1981)
(1983 a 1985)
Formou-se em 1967, na Universidade Federal
de Santa Catarina, especializando-se em Endocrinologia no Instituto
Estadual de Endocrinologia do Rio de Janeiro. Atuou durante 12 anos
em cargos ligados à Associação Médica Brasileira – AMB, como Diretor
Científico, Diretor de Defesa de Classe, Diretor de Relações Internacionais,
Vice-Presidente e Presidente do Conselho Fiscal da gestão 1999/2002,
que encerrou seu mandato no dia 10 de outubro passado. Durante sua gestão
como Presidente da Associação Catarinense de Medicina, aumentou o patrimônio
físico da entidade com a compra de um terreno no Rio Tavares e a sede
central da ACM. Além disso, conquistou um grande percentual de associados
e teve uma forte atuação política na campanha “Diretas Já”. Promoveu
a primeira greve em Santa Catarina, após o período da Ditadura, e lutou
pela saúde e por um melhor exercício da profissão. O médico lembra que
muitas lutas da classe na atualidade ainda refletem as ações iniciadas
naquela época. A idéia da sede única das entidades, por exemplo, foi
lançada ainda em 1981 e agora é que vem se tornando uma realidade.
Dr. José Caldeira Ferreira Bastos (1981
a 1983)
Formou-se na Faculdade de Medicina da Universidade
Federal do Paraná, em 1964, e pós-graduou-se em Anatomia Patológica
no Serviço do Professor Manoel Barreto Neto, da Escola de Pós-Graduação
Médica Carlos Chagas, no Rio de Janeiro. É especialista em Anatomia
Patológica (SP) e em Patologia Neonatal, pela Universidade de Pesquisas
Biológicas Neonatais do Centro Hospitalar Universitário Cóchin-Port
Royal, Universidade de Paris – Serviço da Dra. J.C. La Roche. Fez curso
de Medicina do Trabalho, em Florianópolis, de Patologia de Pele, no
Veterans Administration, Los Angeles, EUA, e de Patologia Digestiva,
no Hospital 12 de Outubro, na Espanha. Foi professor da disciplina “Anatomia
Patológica”, da Faculdade de Medicina de Santa Catarina. É Patologista
fundador do Instituto de Diagnóstico Anátomo Patológico – IDAP – do
Hospital de Caridade. Como presidente da ACM, lutou pelo aumento dos
honorários médicos, pela melhoria da prestação do Serviço Social aos
associados e pelo maior entrosamento dos médicos de todas as regiões
de Santa Catarina. Além disso, foi um dos membros fundadores do Sindicato
dos Médicos do Estado de Santa Catarina (SIMESC).
Dr. Norberto dos Anjos Alves Ferreira
(1983)
Formou-se na Universidade Federal de Santa
Catarina, em 1969, e especializou-se em neurocirurgia em Montevidéu,
Uruguai. Foi Presidente do Instituto de Previdência do Estado de Santa
Catarina (IPESC), representante do Ministério da Saúde em Santa Catarina,
representante do Estado junto à Federação dos Médicos do Brasil, além
de ter exercido outros cargos ligados à neurocirurgia. Foi Diretor Técnico
do Hospital Regional Homero de Miranda Gomes, em São José, e Diretor
Clínico do Hospital Celso Ramos, na capital. Como Presidente da ACM
iniciou um relacionamento mais estreito com todas as Regionais Médicas
e construiu os cinco apartamentos da atual sede social da entidade,
além de instalar o campo de futebol com os vestiários.
Dr. Cláudio B. H. Pereira e Oliveira (1985
a 1987)
Graduou-se na Faculdade de Medicina da
UFSC, em 1967, e fez estágios de pós-graduação no departamento de Patologia
da Faculdade de Medicina da USP e no Registro Latino Americano de Patologia
Óssea, no Hospital Italiano, em Buenos Aires. Além disso, tem especialização
em Citopatologia na Faculdade de Paris e no Centro Hospitalar Cochin
– Port Royal, onde recebeu o título de assistente estrangeiro. É especialista
em Citopatologia e Anatomia Patológica. Foi professor de Anatomia Patológica
da UFSC e hoje é médico patologista do Hospital de Caridade, além de
citopatologista do Laboratório Médico Papanicolau. Antes de assumir
a presidência da ACM, foi Vice-Presidente da Associação. Foi Vice-Presidente
e membro do Conselho Fiscal da Unimed de Florianópolis e conselheiro
também da Federação das Unimeds de Santa Catarina. Atualmente é membro
do Conselho Consultivo da ACM. Foi eleito presidente da Associação através
de consenso, representando um momento importante de união da classe.
Entre suas conquistas no cargo, destaca que conseguiu equilibrar financeiramente
a instituição após a extinção do Funrural, melhorou a remuneração médica
com a implantação unificada da tabela da AMB e deu prosseguimento à
implantação da infra-estrutura no terreno da nova sede.
Dr. Euclides Reis Quaresma (1987 a 1989)
Formou-se em 1976, na Universidade Federal
de Santa Catarina, e especializou-se em Cirurgia Pediátrica. Há 20 anos
vem exercendo funções de classe e associativas. Antes de assumir a Presidência
da ACM, foi Diretor de Esportes e Financeiro da entidade. Depois, ocupou
a Vice-Presidência da Associação Médica Brasileira, foi Presidente da
Sociedade Catarinense de Cirurgia Pediátrica e Presidente da Unimed
de Florianópolis, onde implantou os primeiros Conselhos de Ética e Consultivo
da Cooperativa, além de criar as Diretorias de Educação Cooperativista
e Contas Médicas. Foi o fundador e Presidente da Unicred Florianópolis
(por oito anos) e Diretor do Hospital Infantil Joana de Gusmão. Atualmente
é Presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Pediátrica, da Central
das Unicreds do Estado de Santa Catarina e chefe do Serviço de Cirurgia
Pediátrica do Hospital Infantil. Como Presidente da ACM, deu início
à primeira etapa de construção da atual sede administrativa da entidade,
onde implantou, como valor da mensalidade da Associação, a consulta
da tabela da AMB.
Dr. João Nilson Zunino (1989 a 1991)
Formou-se em 1973, na Universidade Federal
de Santa Catarina. Tem título de especialista em Patologia Clínica pela
SBPC (Sociedade Brasileira de Patologia Clínica) e é mestrando em Ciências
Médicas, pelo Hospital da UFSC. É Diretor do Laboratório Médico Santa
Luzia e do Laboratório de Pesquisas Clínicas e Bromatológicas, Técnico
Científico DNA Análise - Laboratório de Pesquisa e Análise do Gene.
Foi o primeiro patologista do Sul do Brasil a assumir a Presidência
da SBPC, por dois mandatos consecutivos, garantindo relevantes conquistas
para a especialidade, com destaque ao Programa de Controle de Qualidade
dos laboratórios. Foi Presidente da Unimed de Florianópolis, é Professor
Titular da Universidade do Vale do Itajaí (UNIVALI) e membro titular
da Academia Catarinense de Medicina. Sua gestão frente à presidência
da ACM iniciou com um desafio a mais: a implantação do Plano Collor
e o conseqüente seqüestro de recursos, inclusive a verba destinada para
a mudança de sede administrativa da entidade do Centro para o bairro
Saco Grande, o que exigiu habilidade e uma estratégia de equipe. Entre
as suas ações na Diretoria da Associação, destaca-se a luta em defesa
da descentralização da administração da entidade e a mudança do Estatuto
Social, permitindo uma série de inovações e avanços na área administrativa
da ACM.
Dr. Jorge Abi Saab Neto (1991 a 1993)
Formou-se em 1974, na Universidade Federal
do Paraná, e fez residência médica em Ginecologia e Obstetrícia no Hospital
das Clínicas da UFPR (1975-1976). É professor adjunto do Departamento
de Tocoginecologia da UFSC, Supervisor do Programa de Residência Médica
em Ginecologia e Obstetrícia da Maternidade Carmela Dutra, em Florianópolis,
desde 1979. Foi Presidente do Departamento de Tocoginecologia da Associação
Catarinense de Medicina em duas gestões, Conselheiro do CREMESC também
em duas gestões, e atualmente é o Presidente da Unicred Florianópolis.
Em seu mandato como Presidente da ACM foi responsável pela construção
do Centro de Convenções, pela aquisição do mobiliário e os equipamentos
de cinco apartamentos para hospedagem de associados das Regionais Médicas.
Também na sua gestão foi realizada uma ampla ação pela implantação da
Tabela de Honorários Médicos da AMB, por parte das empresas de serviços
médicos. Criou o Departamento de Perícias Médicas e realizou uma edição
especial do Congresso Catarinense de Medicina, na cidade de Itajaí.
Na época, a ACM promoveu também um curso de Medicina do Trabalho, no
município de Chapecó.
Dr. Théo Fernando Bub (1993 a 1995)
Formou-se na Universidade Federal de Santa
Catarina, em 1974. Realizou residência em Clínica Médica no Hospital
Celso Ramos, em Cardiologia no Instituto Dante Pasanese de Cardiologia,
em São Paulo, em Medicina do Esporte, na UFSC, e em Cardiopatia Esquêmica
e Cardiogeriatria, na Suécia. Foi Diretor do Instituto de Cardiologia
de Santa Catarina, Supervisor do Programa de Residência em Clínica Médica
do Hospital Celso Ramos e do Programa de Residência em Cardiologia do
Instituto de Cardiologia de Santa Catarina. Quando assumiu a Presidência
da ACM, a nova sede administrativa tinha recém sido inaugurada e ainda
não estava totalmente equipada. Além disso, as obras deixaram alguns
débitos que precisavam ser quitados, sendo estes os principais desafios
de sua gestão. Com tudo acertado, o médico ainda conseguiu reincorporar
ao patrimônio da ACM um terreno entre a Lagoa da Conceição e o Rio Tavares.
Outro destaque de sua administração foi a grande integração com as Regionais
Médicas, através de visitas constantes a diversos municípios do Estado,
o que resultou num grande número de novos associados e na queda da inadimplência.
A sua gestão foi finalizada com um planejamento estratégico importante
para a definição dos rumos da entidade nos anos seguintes.
Dr. Almir Adir Gentil (1995 a 1997)
Formou-se em medicina na UFSC, em 1984,
fez residência em Clínica Médica e Gastroenterologia e Endoscopia Digestiva
na Universidade de Madrid (Espanha) e MBA em Administração Global pela
UDESC/ESAG. Foi diretor de Patrimônio da Associação Médica Brasileira,
Conselheiro fundador da Unicred Florianópolis e Conselheiro Administrativo
da Unimed de Florianópolis; Diretor Geral do Hospital Regional de São
José; Diretor Técnico do Centro de BioImagem, Vice-Presidente E Presidente
da Sociedade Catarinense de Gastroenterologia, Delegado da ACM junto
à AMB e é o atual Presidente da Unimed de Florianópolis. Em sua gestão
como presidente da ACM editou os primeiros Manuais de Diagnóstico e
Terapêutica do Estado de Santa Catarina em Clínica Médica, Ginecologia
e Obstetrícia, Clínica Cirúrgica e Pediatria. Foi no seu mandato que
nasceu o Conselho Superior das Entidades Médicas – COSEMESC – do qual
foi seu primeiro Coordenador. Realizou também a reestruturação administrativa
da Associação e redefinição dos investimentos nas Regionais da ACM,
tendo construído a sede de Chapecó e auxiliado na construção das sedes
de Joinville e Canoinhas. Criou o Prêmio Mérito Científico e Mérito
Associativo do Estado e das Regionais, desenvolveu o Movimento contra
a Violência em parceria com a OAB e criou o carnaval infantil.
Dr. Remaclo Fischer Junior (1997 a 1999)
Formou-se na Universidade Federal de Santa
Catarina, em 1982, especializou-se em Pediatria e Neonatologia. Foi
Diretor de Eventos Científicos e responsável pelo Comitê de Neonatologia
da Sociedade Catarinense de Pediatria, além de Instrutor Estadual do
Curso de Reanimação Neonatal pela Sociedade Brasileira de Pediatria.
Trabalha no Hospital Infantil Joana de Gusmão, onde atua como Supervisor
do Programa de Residência Médica em Neonatologia, e na Maternidade Carmela
Dutra, sendo Presidente do Centro de Estudos. É Vice-Presidente da Associação
Médica Brasileira da Região Sul e Presidente da Sociedade Catarinense
de Pediatria. A sua gestão na ACM caracterizou-se pelo fortalecimento
político da entidade, com a mobilização da classe em paralisações no
atendimento aos segurados do IPESC, que culminaram na extinção do modelo
deficiente de assistência aos servidores estaduais, além da quitação
de todos os débitos do Instituto com os médicos. O trabalho na gestão
também foi intenso no fortalecimento do COSEMESC, na aproximação com
as Cooperativas Médicas e no resgate de aproximadamente 500 associados.
Também foi no seu mandato que foi construído o ginásio coberto, criado
o Departamento de Convênios e realizada parceria para a construção das
sedes das Regionais de Lages e Blumenau.
Dr. Carlos Gilberto Crippa (1999 a 2002)
Formou-se em 1977, na Universidade Federal
de Santa Catarina. Fez residência médica em Ginecologia e Obstetrícia.
Em 1976, obteve o título de especialista em Mastologia e fundou a Regional
Catarinense da Sociedade Brasileira de Mastologia. É Mestre em Ciências
Médicas, pela UFSC, professor adjunto do Departamento de Tocoginecologia
da Universidade, Presidente da Sociedade Catarinense de Mastologia e
responsável pelo Serviço de Mastologia do HU e da Maternidade Carmela
Dutra. É também consultor científico da Revista Brasileira de Mastologia
e já foi Coordenador da Comissão Científica da Sociedade de Mastologia
e Diretor da Maternidade Carmela Dutra. Sua grande meta, como Presidente
da ACM, foi concretizar o sonho da sede única das entidades da classe
médica. Para isto, deu o primeiro definitivo passo, que foi a venda
para o CREMESC de parte do terreno da ACM. Sua gestão também foi marcada
pela grande campanha pela qualificação das escolas médicas em atividade
no estado, que obteve amplo apoio dos médicos, dos Conselhos Estaduais
de Educação e de Saúde, da comunidade, da imprensa e dos dirigentes
dos seis cursos catarinenses de medicina. Coordenador do COSEMESC por
duas vezes durante sua gestão, foi um dos grandes incentivadores da
união da classe médica, que levou seu modelo de integração entre suas
entidades para o restante do Brasil.
|
Índice:
Nasce
a Sede Única das Entidades Médicas Catarinenses
Primeiro
Passo
ACM:
65 Anos Trabalhando pela Medicina Catarinense
CREMESC:
44 Anos em Defesa da Ética Médica
Ações
Prioritárias da ACM
Ações
Prioritárias do CREMESC
COSEMESC
Muda a História da Classe Médica Catarinense
Integração
das Entidades é Destaque Além das Fronteiras
Sociedades
e Departamentos de Especialidades Instaladas na Sede Única
Uma
Conquista Construída Através dos Tempos
Ex-Presidentes
da ACM
Ex-Presidentes
do CREMESC
|