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Fosse eu,
Flávio Cavalcanti (2), diria sobre a frase supra citada:
Li não sei onde, guardei não sei por que? Nem
tanto assim, afinal - presunção à parte - tenho
buscado incansavelmente viver com qualidade, o que não deixa
de ser uma busca pelo sucesso, ainda que interior. Desafios múltiplos
nos aguardam nos próximos trinta anos. É necessário
repensar sem descanso, o modelo das Instituições
de Saúde, basta observar o que Peter Senge: "...mais
turbulência, mais estresse, desconexão e competição
interna. As pessoas trabalharão mais, sem no entanto, aprender
a trabalhar melhor. Aumentarão os problemas que nem o indivíduo
nem a empresa podem resolver." É possível,
no entanto, inviabilizar este vaticínio. Se dispusermo-nos
à mudança constante estaremos mais próximo
do desenvolvimento, e todo desenvolvimento resulta de processos
que o potencializa e outros que o limitam. Esses processos limitam
nossas capacidades coletivas de aprendizagem. Quando, no entanto,
adquirimos, individual e coletivamente, capacidade de construir
aspirações comuns, conseguimos o almejado comprometimento
em relação à mudanças. Afirma Peter
Senge: "Os processos de mudança costumam restringir-se
a trabalhar com o crescimento, e não com seus fatores limitantes.
Não há nada de errado com incentivar o comprometimento
e direcionar a energia em busca da realização própria
e coletiva, mas nada cresce com elementos que a restrinjam."
Em outubro
passado, após 18 meses de estudo, finalizei o curso de pós-graduação
em "Auditoria em Saúde", tendo escolhido como tema
para monografia "Acreditação Hospitalar".
Como trabalho de campo, eu e quatro outros colegas _ aqui o inusitado:
Monografia a cinco pares de mãos _ contando com a generosa
compreensão e efetiva cooperação de duas unidades
hospitalares (que a ética nos impede de identificá-las),
e tomando como referência o "Manual Brasileiro de Acreditação",
analisamos criteriosamente todos os itens de avaliação
constantes do manual. Muito embora os Hospitais por nós avaliados,
vêm cumprindo com dignidade seus papéis enquanto prestadores
de serviço no segmento saúde, se esmerando sempre
na tentativa de oferecer o melhor possível em recursos materiais
e humanos, apesar dos parcos recursos; não seriam contemplados
com "Acreditação", sequer no Nível
1.
Foi então
que percebi ao concluir a monografia que meu trabalho não
se encerrava ali; ao contrário, precisava mais do que nunca
atuar como arauto junto aos meus colegas médicos, convidando-os
a refletir sobre "Acreditação Hospitalar",
uma das alavancas para futuras mudanças. Mas e daí,
bastava sugerir a busca da Acreditação em qualquer
Instituição de Saúde para que pudéssemos
atingir o sucesso? É necessário motivar, estabelecer
um programa de desenvolvimento! Então, fui buscar no Conselho
Canadense de Acreditação Hospitalar, "Indicadores
de Performance"! Bom, agora estávamos prontos para
implementar Acreditação, certo? Lêdo engano;
nos obrigou a estarmos "Repensando a Saúde"!
É, mas mudanças não são fáceis
de se processar, então compilei "Reflexões
de Peter Drucker", em vários dos seus estágios,
enquanto agregava a ele um trabalho por mim publicado em Femina/1991:
Marketing na Prática de G.O Finalmente, estava pronto? Não
ainda, era necessário provocar reflexões sobre "Desenvolvimento
de Qualidade". Ufa! Agora sim, trabalho terminado, certo?
Não sem antes refletirmos sobre "Gerenciamento Humano".
Pois
é, no início do artigo cito Flávio Cavalcanti,
que como compositor produziu esta pérola: "Entre
as manias que eu tenho, uma é gostar de você. Mania
é coisa que a gente tem, mas não sabe por que? Mania
de querer bem, mania de falar mal. Mania de não dormir, sem
antes ler o jornal! De guardar fósforo usado, dentro da caixa
outra vez! De contar, contar, sempre aumentado, tudo o que viu ou
que fez. Olhe meu bem, eu tenho várias manias, delas não
faço segredo: quem pode ver tinta fresca, sem logo passar
o dedo...Eu, devo confessar que eventualmente não me
contenho e começo a leitura de jornais, por exemplo, da última
página para a primeira. Foi então, que inconscientemente
talvez, tenha dado início a elaboração do curso
"Médico no Século XXI _ De Gerenciamento humano
a Acreditação Hospitalar", a partir de Acreditação.
É, não tenho dúvidas de quão espinhoso
possa ser o caminho que nos leva ao desenvolvimento de qualidade,
no entanto quando disponibilizo ao colega médico este curso
e passo a contar com a chancela da Associação Médica;
Conselho Regional de Medicina e Sindicato dos Médicos do
ES, disso muito me ufano, e me dou conta de que vale a pena lutar
por um ideal.
Com a
certeza do grau de intelectualidade do colega médico, não
me disponho a lhe oferecer um novo e belo caminho para a felicidade,
mesmo porque esta semana tão somente de cada um de nós;
o que proponho no entanto, é que façamos uma reflexão
sobre a inexorabilidade e o aproveitamento de nosso tempo versus
a ação que priorizamos. E mais, esta ação
quando a desempenhamos, o fazemos com eficácia? Os profissionais
de saúde têm no mais das vezes, a exata noção
do quantitativo de informações que detém, e
como estas são amalgamadas em um conhecimento diferenciado.
Diante dessas assertivas, só nos resta perguntar: Temos conhecimento
das necessidades de mudanças? As queremos? Se positivo, estamos
entusiasmados?
"Diga-me
e esquecerei; Ensine-me e aprenderei; Envolva-me e recordarei! B.
Franklin (1) Médico Gineco-Obstetra _ Lotado noAmbulatório
de Lesões Pré-Neoplásticas/Departamento de
G.O/Hospital Universitário Cassiano Antônio de Moraes
(HUCAM)/UFES; Pós Graduado em "Auditoria em Saúde"(Universidade
Gama Filho/UNIMED) (2) Polêmico apresentador de TV
dos anos 50/60 _ Responsável por vários programas,
dentre eles: "UM INSTANTE MAESTRO" e Compositor musical
_ "Manias"
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