Liberdade
Não
existe dúvida ser este o maior bem para o ser humano. A
história da humanidade foi toda escrita descrevendo-se
as lutas dos povos em busca de liberdade.
O "Povo
do Livro", o povo Judeu, nos fornece várias histórias
de batalhas contra os grilhões que escravizavam o homem.
Não
importa como, mas as imposições de privações
sempre exaltaram o espírito humano. Nos casos em que o
uso da força supera sua capacidade de reação,
a vida deixa de ter sentido e prefere-se a morte.
Leônidas,
de Esparta, quando encurralado por Xerxes, diante da proposta
de rendição ou o sol seria encoberto pelas flechas
dos persas, respondeu: "Melhor combatermos à sombra",
e junto com ele, trezentos de Esparta morreram! Jean Jacques Rousseau
nos demonstrou como abrimos mão de "pequenas"
liberdades para vivermos mais comodamente em sociedade: "Miserrimam
servitutem, pacen appelant", esclarece bem este aspecto em
nossa sociedade, comparado a seu tempo, quando senhores feudais
acomodavam-se nas cortes reais, obedecendo cegamente à
déspotas.
Na
corte de Luiz IV, o Rei Sol, existia um nobre encarregado de tirar
as botas do Rei, quando este retornava das caçadas. Era,
portanto, o honradíssimo "Desbotador do Rei".
Atualmente,
nos preocupa o que poderíamos chamar de democratismo, situação
em que a minoria pode ser esmagada pela maioria a despeito das
leis. Não podemos aceitar mudança de costumes por
decreto, desrespeitando convicções ou credo dos
homens de bem. O poder pela força há muito se sabe
não ter legitimidade.
Vemos
com preocupação as tentativas de cerceamento das
atividades médicas sem que a questão seja feita
com o próprio médico. A prática de se excluir
o médico das discussões da Saúde, excluindo-lhe
dos Conselhos representativos das instituições,
permitindo-se o surgimento de cartas legais que, permitem leigos
a praticarem atos médicos. Precisamos ficar atentos às
discussões dos genéricos, pois querem responsabilizar
o médico pela lentidão de sua aceitação.
O Governo fez sua parte, agora o cidadão tem o direito
de pedir por ele. Mas querer que o médico da noite para
o dia só receite genéricos é atentar contra
um costume, contra uma cultura sedimentada, e isso não
pode ser mudado por decreto. O maior interessado é o cidadão
que já tem essa opção, é só
pedir por ela e o médico concordar.
Desejamos
que a sociedade evolua preservando o maior bem da humanidade,
a LIBERDADE!