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Juramento de Hipócrates
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"Eu juro, por Apolo médico, por Esculápio,
Hígia e Panacea, e tomo por testemunhas todos os deuses
e todas as deusas, cumprir, segundo meu poder e minha razão,
a promessa que se segue: estimar, tanto quanto a meus pais,
aquele que me ensinou esta arte; fazer vida comum e, se
necessário for, com ele partilhar meus bens; ter seus
filhos por meus próprios irmãos; ensinar-lhes
esta arte, se eles tiverem necessidade de aprendê-la,
sem remuneração e nem compromisso escrito; fazer
participar dos preceitos, das lições e de todo
o resto do ensino, meus filhos, os de meu mestre e os discípulos
inscritos segundo os regulamentos da profissão, porém,
só a estes. Aplicarei os regimes para o bem do doente
segundo o meu poder e entendimento, nunca para causar dano
ou mal a alguém. A ninguém darei por comprazer,
nem remédio mortal nem um conselho que induza a perda.
Do mesmo modo não darei a nenhuma mulher uma substância
abortiva. Conservarei imaculada minha vida e minha arte. Não
praticarei a talha, mesmo sobre um calculoso confirmado; deixarei
essa operação aos práticos que disso
cuidam. Em toda a casa, aí entrarei para o bem dos
doentes, mantendo-me longe de todo o dano voluntário
e de toda a sedução, sobre tudo longe dos prazeres
do amor, com as mulheres ou com os homens livres ou escravizados.
Àquilo que no exercício ou fora do exercício
da profissão e no convívio da sociedade, eu
tiver visto ou ouvido, que não seja preciso divulgar,
eu conservarei inteiramente secreto. Se eu cumprir este juramento
com fidelidade, que me seja dado gozar felizmente da vida
e da minha profissão, honrado para sempre entre os
homens; se eu dele me afastar ou infringir, o contrário
aconteça".
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Saudade

Em maio de 2000 os médicos capixabas despedem-se do
conselheiro Dr. Alzir Bernardino Alves, amigo que deixou uma
lacuna só ocupada pela saudade.
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Na Clínica Check-up não
havia condições de trabalho
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Quando em campanha para galgar o Colegiado do CRM-ES, os atuais
conselheiros escolheram o nome de sua chapa: "CRM PARA
O MÉDICO". Este nome já era um componente
da nova Filosofia de ser proposta! Neste sentido, em seu jornal
de abril de 1999, já se noticiava interdição
ética de clínica irregular.
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Julgamento sim, linchamento não
O sentimento
de justiça é um dos mais antigos e arraigados do
ser humano. Tendo por gênese, nos primórdios da humanidade,
o desejo de vingança, sua evolução histórica
demonstra de modo exemplar o caminhar civilizatório da
humanidade. Não é demais dizer que a forma como
a justiça é praticada em um país dá-se
de modo diretamente proporcional ao seu avanço social e
democrático. Desta forma existe bem clara a diferença
entre justiça e justiciamento. No primeiro existe a consolidação
deste avanço social através das garantias do contraditório,
da ampla defesa e do devido processo legal. No segundo caso, caímos
na sedução da vingança de corpo presente,
ainda que travestida de justiça obreira e rápida,
mas desprezando direitos humanos fundamentais que constituem a
espinha dorsal do Estado de Direito Democrático. Na avaliação
dos delitos ético-profissionais os Conselhos de Medicina
sempre se ativeram a estes preceitos de justiça, buscando
contribuir para o desenvolvimento do homem enquanto ser social
e político.
Somos
hoje cerca de duzentos e sessenta mil médicos em atividade.
A imensa maioria deles, cidadãos prestantes, pessoas direitas,
técnicos capacitados e profissionais responsáveis.
As entidades médicas se originam dessa maioria e é
a ela e à sociedade que prestam contas. Não à
escória despreparada ou amoral que existe em qualquer coletividade
humana. Tanto ou mais do que a qualquer outro cidadão,
nós, os médicos estamos interessados em evitar os
maus profissionais em nossas fileiras. Ou a se livrar deles, se
e quando aparecerem. Os médicos acusados serão julgados
e receberão a sentença que merecerem. Nem mais nem
menos.
Qualquer
outro tipo de conduta processante despossuída do espírito
de justiça, ainda que motivada por justo pleito popular,
é um desserviço à própria sociedade
por contribuir para o retrocesso civilizatório e para a
desconstrução do estado de Direito democrático.
O povo brasileiro exige e merece JUSTIÇA .
Edson
de Oliveira Andrade
Presidente
do CFM
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